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Entre Personagens: Luís Côrte-Real aka Relixis

Mário "SuperMarocas" Ribeiro
Mário "SuperMarocas" RibeiroArtigo publicado em 28 fevereiro 2025

Entre Personagens: Relixis, Fundador do Saga Roleplay

Hoje estreamos a nossa rubrica Entre Personagens, um espaço de entrevista com membros da comunidade.

Este é um formato rápido de perguntas e respostas e tem como objetivo dar a conhecer um pouco melhor alguns dos membros da comunidade, com os mais variados backgrounds (de jogadores a staff e criadores de conteúdo).

Foi com enorme prazer que falámos com Luís Côrte-Real, mais conhecido na comunidade como Relixis, roleplayer de longa data e fundador do servidor Saga Roleplay.


Como foi o teu início no roleplay?

O início de RP no GTA 5, se não estou em erro, foi em 2017 através de um grupo de amigos. Decidi experimentar e um dos primeiros servidores onde joguei foi no Quack RP, que na altura era do Matapatos (streamer e youtuber). Posteriormente, fui para o Lusíadas RP e, eventualmente, comecei a jornada em servidores privados como o Império Luso, onde conheci o Garrido.

Qual foi a personagem que gostaste mais de desempenhar e porquê?

A personagem que mais gosto de jogar é o António Moscas (Toni Moscas). É baseada num tio de um dos meus melhores amigos: é maluco às vezes, é inteligente às vezes, é amigável às vezes, é agressivo às vezes... A pessoa em que a personagem é baseada é madeirense, e como vivi lá 10 anos, é fácil imitar o sotaque. A personagem permitiu-me explorar partes criativas de mim, mas é difícil desempenhá-la a 100% porque tenho de estar constantemente a incorporar 1001 facetas ao mesmo tempo.

Já te aconteceu ficares tão envolvido numa história que isso te afetou fora do jogo? Como lidas com isso?

Em duas ocasiões isso afetou-me fora do jogo. A primeira foi quando fingi que a personagem do Toni Moscas ia morrer e toda a gente pensou que isso ia acontecer. Vi o carinho que as pessoas tinham pela personagem... ao ponto de ver pessoas a chorar em stream.

A segunda ocasião foi ao desempenhar uma personagem baseada em mim, mas com todos os meus defeitos e qualidades a um nível ridículo. Nessa altura, conheci a minha namorada de quase um ano e meio. Só falámos em roleplay durante dois meses até que, por acaso, numa entrevista a um rapaz para o servidor onde estava a jogar, surgiu a oportunidade de falar pela primeira vez fora de roleplay... A conversa puxou conversa e, hoje, estamos a morar juntos e temos uma empresa juntos.

Em 2024 lançaste o servidor Saga. Podes explicar qual é o conceito do servidor?

O conceito base do servidor prende-se com o que é expectável em interações realistas no contexto da sociedade portuguesa. Apesar de ser um jogo e de nunca ser possível trazer 100% da realidade (e ainda bem), o objetivo é que interações básicas, como falar com alguém, progredir naturalmente nos objetivos de vida, perceber que as coisas não são fáceis e, principalmente, saber em que cenário de roleplay estamos em cada momento, sejam o mais importantes. O servidor nasceu da necessidade de corrigir erros que aconteciam noutros servidores e melhorar esses aspetos para que os jogadores possam, confortavelmente e com a ajuda da staff, fazer o que querem em roleplay.

Quais são as principais diferenças entre o Saga e outros servidores de roleplay?

A principal diferença é que deixamos as pessoas fazerem o que querem. Apesar de não podermos saturar o servidor com os mesmos negócios, tentamos sempre ajudar os jogadores com aquilo que pretendem fazer, seja a implementação de mapas, negócios específicos ou roleplays personalizados, com a ajuda da equipa criativa que montámos.

Existem mais de 15 membros na staff, o que é raro acontecer em servidores privados, para que todos os problemas e sugestões possam ser tratados com rapidez e para que todos possam contribuir para a melhoria da comunidade.

Qual foi até ao momento o maior desafio do projeto?

O maior desafio é incutir a mentalidade correta nos jogadores para que todos joguem com o mesmo propósito. Apesar de existirem estilos de roleplay diferentes, a base do conceito do servidor tem de estar presente para que todos se divirtam e joguem com a mentalidade que é requerida no servidor.

Conciliar responsabilidades de gerir um servidor e continuar a jogar foi algo que eu pessoalmente achei bastante complicado. Continuas a ter gosto (e tempo) para fazer roleplay?

Não acho que seja difícil conciliar a gestão do servidor e o jogo. Digo isto porque temos vários membros na staff e é necessário delegar tarefas para que tudo seja feito dentro de um prazo razoável. O mais difícil é mesmo conciliar a minha vida pessoal com o servidor.

Com a evolução do roleplay ao longo dos anos, que tendências achas que vão marcar o futuro do RP em Portugal?

O GTA 5 já está um pouco cansado e fazer algo que nunca foi feito é raro. No entanto, as tendências que vejo são que as pessoas que se iniciam no RP passam por servidores públicos e, depois, alguns querem fazer roleplay a outro nível, procurando servidores privados. Muitas vezes, são essas pessoas que trazem ideias novas para um roleplay mais focado na criação de histórias e na interligação de personagens.

Espero que, no futuro, com a saída do GTA 6, novas ideias possam surgir e que o roleplay seja revitalizado.

Qual é o grande objetivo do Saga para 2025?

2025 marca a chegada do GTA 6, o que significa que o Saga irá lançar a sua última versão antes de migrarmos para o GTA 6.

Em termos de alcançar novos públicos, vamos tentar estar na LGW 2025 com uma bancada para que quem nos conhece possa vir conviver e para que quem não conhece possa vir a conhecer.